sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
30 dias
Não foi um dos anos mais difíceis, mas eu não dou a ninguém o direito de dizer que foi fácil. Parece que nenhum ano é. O fato é que sempre quando faço esse balanço em minha mente, as coisas de ruins que aconteceram parecem se sobressair, e aí como uma irmã mais velha desaprovando as atitudes da caçula as lembranças boas tomam as regias da situação e tudo parece ter valido apena.
Você percebe que por mais tenha chorado é visível que cresceu, não em centímetros, lógico, mas por atitudes; que você superou tanta coisa, e hoje até já consegue olhar pra certas pessoas sem sentir amor ou ódio; que fez novos amigos e que viveu momentos incríveis com aqueles que você já tinha; que conseguiu aquilo que tinha tentado, sem sucesso, ano passado; que sonhou acordada, com as suas musicas favoritas ao fundo, quando você se deu um tempo; que amou; que foi feliz. Percebe como, apesar de tudo, foi bom?
Todo ano parece começar e terminar iguais. Eles começam como uma folha em branco, onde você só precisa escrever da sua maneira. Ás vezes você pode ter preguiça de escrever, ou a sua letra muda, sai feia, por vezes nem escreve, sem motivo, mas o tempo sempre está lá lhe dando mais espaço, mais linhas, e cabe a você escolhe ser quer viver como um rascunho, ou como a folha oficial. A escolha é sua. E no final é como se você relesse tudo, mas sem direito de modificar nada, borrachas não são permitidas nesse mundo, mas você tem direito a uma nova folha ano que vem, onde você pode consertar ou pelo menos não falhar outra vez.
O ano é só um espaço de tempo, mas o psicológico não deixa que ele seja apenas isso. E de certa forma, parece perfeito, por que não há sensação melhor do que planejar um futuro que começa daqui um mês, você não acha?
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